• Experiências em Ensino de Ciências
    v. 18 n. 4 (2023)

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    É com imenso prazer que apresentamos a edição especial da revista Experiências em Ensino de Ciências, dedicada aos trabalhos destacados da XV Conferência Interamericana de Ensino de Física (CIAEF) e III Encontro Nacional do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF), evento científico internacional realizado na Universidade de Brasília entre 17 e 21 de julho de 2023, que uniu dois eventos tradicionais na área de Ensino de Física.

    Celebrando os 10 anos do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF) e os 60 anos das Conferências Interamericanas de Ensino de  Física, este evento de relevância no cenário do Ensino de Física interamericano e, em particular, brasileiro, foi promovido e apoiado pelo Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física, da Sociedade Brasileira de Física (MNPEF/SBF), pelo Conselho das Conferências Interamericanas de Ensino de Física (CIAEF), pelo Instituto de Física da Universidade de Brasília (IF/UnB), pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Centro Latino-Americano de Física (CLAF).

    O evento contou com a participação de dezenas de instituições públicas de ensino superior e pesquisa do Brasil e exterior, com 487 inscritos e 323 participantes. Foi direcionado a um público amplo, compreendendo profissionais do ensino superior, estudantes e egressos da pós-graduação e da graduação, professores da educação básica e pesquisadores interessados na Física e em seu ensino e pesquisa, vindos de toda a comunidade interamericana. Destacam-se os 245 trabalhos submetidos para apresentação no evento, com 227 trabalhos aprovados pela Comissão Técnico-Científica e efetivamente apresentados.

    A XV CIAEF e o III Encontro MNPEF dedicaram suas atividades às seguintes temáticas integradoras: (a) Formação em Física para uma sociedade inclusiva; (b) Formação em Física para a credibilidade social; (c) Ensino e aprendizagem em Física sem limitações de gênero; (d) Formação em Física para a incerteza; (e) Formação em Física no contexto das políticas educacionais; (f) Formação em Física para o enfrentamento dos problemas em tempos de crise; (g) Ensino de Física e Ciências a partir da interdisciplinaridade.

    O evento foi marcado por uma programação de qualidade e diversificada, proporcionando espaço para debates e discussões acadêmicas, interação social e reconhecimento dos trabalhos desenvolvidos pelos participantes. As plenárias e as mesas redondas contaram com nomes de referência nacional e internacional, enquanto as várias oficinas divulgaram práticas inovadoras de ensino. As apresentações de trabalhos orais e produtos educacionais deram ampla visibilidade às pesquisas e práticas pedagógicas das comunidades do MNPEF e CIAEF.

    Os objetivos do evento incluíram a divulgação, compartilhamento e debate de novas metodologias e abordagens de ensino da Física, assim como a exploração dos desdobramentos recentes da ciência, através de conhecimentos contemporâneos de Física e suas possíveis abordagens na sala de aula da Educação Básica.  Além disso, o evento evidenciou a pesquisa translacional ou aplicada desenvolvida pela comunidade de Ensino de Física, destacando sua potencialidade em contribuir para o aprimoramento da qualidade da Física e seu ensino.

    Apresentamos agora, ao leitor, a edição especial da revista Experiências em Ensino de Ciências. Esperamos que esta compilação de 74 artigos selecionados pelo nosso Corpo Editorial forneça uma visão representativa das pesquisas de qualidade apresentadas no evento, contribuindo assim para o avanço do Ensino de Física tanto em nível nacional quanto interamericano.

    Profa. Vanessa Carvalho de Andrade - Universidade de Brasília - Coordenadora do Evento

  • Experiências em Ensino de Ciências
    v. 18 n. 3 (2023)

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    A imagem de capa desta edição é uma litografia fascinante, intitulada "O Côncavo e o Convexo" de M.C. Escher, datada de 1955. Optamos por essa obra para ilustrar a capa de nossa última edição de 2023, pois acreditamos que ela simboliza de maneira singular a infinita diversidade e as inúmeras possibilidades que arte e ciência oferecem à nossa existência.

    Esta edição reúne uma riqueza de artigos que compartilham experiências valiosas de ensino e aprendizagem. Os diversos estudos apresentados refletem pesquisas de alta qualidade, evidenciando os esforços notáveis de professores e professoras em todo o Brasil para aprimorar suas práticas educacionais. Podemos considerar esta compilação como uma verdadeira "Habilidade e Competência a Serviço de uma Nação".

    À medida que nos despedimos de 2023, saudamos 2024 com otimismo, antecipando uma amalgama renovada de arte e ciência que conduzirá a transformações significativas para um mundo melhor. Parabéns aos dedicados professores que continuam a moldar o futuro por meio do seu comprometimento e paixão pelo ensino!

    Profa. Iramaia Jorge Cabral de Paulo - Editora 

  • Experiências em Ensino de Ciências
    v. 18 n. 2 (2023)

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    É com grande satisfação que celebramos os 10 anos de existência do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física, uma iniciativa que juntamente com os demais mestrados profissionais tem desempenhado um papel vital na formação de professores da educação básica brasileira.

    Ao longo desta década, o programa tem se destacado como um modelo de excelência, promovendo uma via de mão dupla de colaboração entre as salas de aula das escolas e o ambiente acadêmico das universidades.

     Professores atuantes nas salas de aula têm, cada vez mais, respondido ao chamado das universidades para buscar formação continuada em nível stricto senso. Esse movimento reflete o compromisso desses docentes em aprimorar suas habilidades e conhecimentos.

    O estreito diálogo entre a educação básica e a academia tem trazido benefícios significativos para ambos os lados. Professores trazem consigo as experiências reais das salas de aula, enriquecendo os debates acadêmicos com perspectivas práticas e desafios do mundo real. Por sua vez, a academia oferece aos professores ferramentas teóricas, metodológicas e de pesquisa que ampliam sua capacidade de abordar os desafios educacionais contemporâneos.

    A EENCI é uma revista do professor e, porque não dizer, de professor para professor. Assim, tem sido a fiel porta-voz das experiências docentes e do ciclo virtuoso de interação entre a universidade e a educação básica. Através de seus artigos, relatos de experiência e pesquisas, a revista tem proporcionado um espaço vital para a disseminação do conhecimento gerado nesse ambiente de colaboração.

    À medida que olhamos para o futuro, é crucial mantermos o compromisso com a qualidade da educação básica no Brasil. O que temos observado é que o MNPEF e programas similares em outras áreas do conhecimento tendem a continuar a evoluir atendendo às demandas em constante mutação no cenário educacional.

    Neste aniversário de uma década, reafirmamos nosso compromisso com a busca incansável pela excelência educacional. Agradecemos a todos os educadores, pesquisadores e alunos que contribuíram para o sucesso do programa e esperamos que o impacto positivo continue a moldar o futuro da educação básica no Brasil. Através do artigo MNPEF no Acre:  a formação de  professores da  abertura a pós-pandemia  rendemos nossas homenagens ao MNPEF.

  • Experiências em Ensino de Ciências
    v. 18 n. 1 (2023)

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    Nossa capa é comemorativa!

    No dia 13 de abril, o MEC e a CAPES anunciaram que a Plataforma da Educação Básica, a mais importante ferramenta de gestão dos programas de formação de professores, voltou a ser nomeada Plataforma Paulo Freire, patrono da educação brasileira legitimado pela Lei nº 12.612/12. Nada mais justo e reconfortante para nós professores.

    A EENCI tem recebido e publicado artigos de experiências nas salas de aula de todo o Brasil, de países vizinhos e do continente africano, portanto, tem construído em suas páginas um retrato da educação científica no nosso tempo. Seguramente, afirmamos que nós professores somos inquietos, sempre buscando caminhos que favoreçam a aprendizagem dos nossos alunos. Subjacente a essa inquietude e ao trabalho docente está a valorização da educação como prática da liberdade, título do livro homônimo de Paulo Freire, cujo trecho transcrevemos a seguir:

    Insistimos, em todo corpo de nosso estudo, na integração, e não na acomodação, como atividade da órbita puramente humana. A integração resulta da capacidade de ajustar-se à realidade acrescida da de transformá-la, aqui se junta a de optar, cuja nota fundamental é a criticidade. À medida que o homem perde a capacidade de optar e vai sendo submetido a prescrições alheias que o minimizam e as suas decisões já não são suas, porque resultadas de comandos estranhos, já não se integra. Acomoda-se. Ajusta-se. O homem integrado é o homem sujeito. A adaptação é assim um conceito passivo – a integração ou comunhão, ativo. Esse aspecto passivo se revela no fato de que não seria o homem capaz de alterar a realidade, pelo contrário, altera-se a si para adaptar-se. A adaptação daria margem apenas a uma débil ação defensiva. Para defender-se o máximo que faz é adaptar-se. Daí que a homens indóceis, com âmbito revolucionário, se chame de subversivos. De inadaptados.

    Paulo Freire, Educação como prática da liberdade.

  • Experiências em Ensino de Ciências
    v. 17 n. 3 (2022)

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    A EENCI, nos seus 17 anos de existência, tem recebido artigos de todos os estados brasileiros, da África e América Latina e, portanto, reflete a iniciativa dos professores de fazer uma pesquisa translacional (TR), que é aquela que se apropria do conhecimento científico já construído e elabora metodologias e recursos de aprendizagem que são aplicados em situações de ensino e aprendizagem de sala de aula. A TR tem sua origem nos anos 1990, nos EUA, na área de Saúde, com objetivo de conectar a pesquisa básica como fundamento para a produção de produtos e serviços promovendo a troca bidirecional de atualização de ambas. Através da TR, espera-se a criação de uma cultura dentro do sistema escolar que favoreça a pesquisa e a experimentação em contextos reais de sala de aula, com a participação de professores. O desafio é grande, mas está sendo enfrentado.

    Ademais, a revista agradece o corpo de revisores, que tem sido muito colaborativo e sem o qual a revista não poderia existir.

  • Experiências em Ensino de Ciências
    v. 17 n. 2 (2022)

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    A trajetória de vida da professora Deise Vianna se confunde com a trajetória do ensino da Física e Ciências no Brasil. Ingressou como docente no IF-UFRJ, trocando a sala de aula da educação básica, onde acumulou larga experiência, pelo ensino superior dedicando-se à problemática da formação de professores de Física e Ciências. A experiência adquirida na Educação Básica, como professora, tornou-lhe possível atuar com propriedade, promovendo ações de impacto na aproximação da escola com o universo acadêmico. Isso se reflete no seu currículo de sucesso na qualificação de professores.   Sua inquietação e trabalho incessante se evidencia em atividades como Secretária para Assuntos de Ensino da SBF, Secretária Adjunta da Regional-RJ da SBPC, Coordenadora Geral de eventos como o Simpósio Nacional de
    Ensino de Física. Mesmo antes do doutorado, aprovou projetos e bolsas de aperfeiçoamento no CNPq para que professores do Ensino Médio. Quando se fala em ensino CTS, foi uma das precursoras na pesquisa e implementações de ações nesse âmbito. Em 2005, ao presidir a Assembleia do XVI SNEF, Ano Mundial da Física, promoveu uma importante discussão que vinha sendo feita pelos membros da diretoria da SBF, no sentido demandar a órgãos de fomento, através de bolsas, a manutenção de alunos nas licenciaturas em seus cursos. Estava cada vez evidente que os alunos dos cursos de Licenciatura das IES não permaneciam nos cursos no tempo regular, pois muitos já estavam atuando no mercado de trabalho. A proposta foi documentada e apresentada ao MEC de tal forma que temos a criação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), em 2007.  Exerceu a função de Pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da SBF, desempenhando um papel fundamental na consolidação do MNPEF. Implantou o PROENFIS – Formação de professores de Física, grupo de pesquisa em ensino com Instituições parceiras: Universidade de Santiago de Compostela (Espanha); Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ); Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (UFS - Sergipe), Colégio Pedro II (CPII) e Faculdade de Ciências (Universidade do  Porto), atualmente é membro do conselho  da CIAEF - Conferencias Interamericanas para  Educación en Fisica, CIAEF. Mas vamos parar por aqui, já dá para ter uma ideia da importância da Professora  Deise Vianna para o Ensino de Ciências e Física e do quanto esse número da EENCI é auspicioso, por ter sua colaboração através do artigo “O Mundo em que Vivemos e a Física que Ensinamos”

  • Experiências em Ensino de Ciências
    v. 17 n. 1 (2022)

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    A ideia inicial era lançar uma sequência de números da EENCI para homenagear os grandes professores e pesquisadores do Ensino de Ciências no Brasil, mas na prática nós é que estamos sendo agraciados com artigos exclusivos escritos especialmente para a comunidade nacional de professores das ciências básicas. O Professor Roberto Nardi está completando 50 anos de trabalho no Ensino desde seu ingresso no então recém-criado curso de Licenciatura em Física na UNESP, em Bauru. Sua vida acadêmica tem sido dedicada à pesquisa em Ensino de Ciências, especialmente ao Ensino da Física, e a um incansável trabalho na formação de professores que atuam na educação básica e superior. Em sua inquietante e intensa trajetória profissional, o Professor Nardi foi Secretário para Assuntos de Ensino da Sociedade Brasileira de Física - SBF, Secretário Executivo, Vice-Presidente e Presidente da Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências – ABRAPEC, até 2021, foi Presidente da International Comission on Physics Education da International Union of Pure and Applied Physics – IUPAP, atuando também em outras posições relevantes. Seu currículo é vastíssimo, com dezenas de projetos e estudos sobre formação inicial e continuada de docentes, centenas de orientações em todos os níveis de formação de professores, centenas de livros publicados e artigos em revistas de destaque nacional e internacional. Atualmente, é pesquisador nível 1-A do CNPQ, membro efetivo da European Science Education Research Association – ESERA e membro do Conselho das Conferências Interamericanas de Ensino de Física (CCIAEF). Teve uma atuação decisiva, como Coordenador da Área de Ensino de Ciências e Matemática na CAPES, na consolidação da pós-graduação voltada para a formação de professores.

    Equipe Editorial

  • Experiências em Ensino de Ciências
    v. 16 n. 3 (2021)

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    A partir do lançamento do número anterior, decidimos homenagear nossos leitores com a série Grandes Nomes do Ensino de Ciências no Brasil. Nessa edição temos a honra e a satisfação de apresentar na abertura deste número o artigo de autoria da professora Anna Maria Pessoa de Carvalho sobre ensino por investigação com destaque à importância dos referenciais teóricos de aprendizagem, dirigido especialmente aos professores da Educação Básica.

    Sobre a Profa. Anna Maria:

    Anna Maria Pessoa de Carvalho tem atuação marcante, na área de Ensino de Ciências e Ensino de Física. Criou o LaPEF (Laboratório de Pesquisa em Ensino de Física da Faculdade de Educação da USP. Muitos são os trabalhos de mestrado e doutorado desenvolvidos, com ênfase em ensino investigativo e argumentação. Seu grupo de pesquisa, com sua proposta de trabalho, interfere em diferentes Universidades nacionais e internacionais, onde seus colaboradores atuam. São centenas de artigos e capítulos publicados em livros e revistas de destaque nacional e internacional, assim como livros publicados. Anna Maria é professora titular da USP, com formação inicial em Física e doutorado em Educação. Tem atuação na Sociedade Brasileira de Física, já tendo ocupado diferentes cargos na diretoria e Conselho. Faz parte da Academia Paulista de Educação. Já foi representante brasileira na International Comission on Physics Education e no Conselho Interamericano de Ensino de Física.  Sua última publicação, em 2021, é um livro de crônicas para seus netos, com o título " Para os 7".

    Profa. Deise Miranda Vianna

    Instituto de Física - UFRJ

  • Experiências em Ensino de Ciências
    v. 16 n. 2 (2021)

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    A importância do ensino das ciências básicas no Brasil pode ser refletida a partir da quantidade de artigos que a EENCI tem recebido, cujo escopo é a pesquisa aplicada. Isso revela que os nossos professores estão se dedicando a implementar novas formas de ensinar. São experiencias compartilhadas de professor para professor. Neste número temos a satisfação de ter como artigo de capa um texto muito atual do Prof. Marco Antonio Moreira  que traz um panorama do Ensino de Ciências até aqui configurado nas escolas da educação básica e, didaticamente, discorre sobre conceitos fundamentais da área além de importantes orientações sobre a reconfiguração desse ensino no Séc. XXI. Essas orientações podem ser novas trilhas para que o Ensino de Ciências seja significativo e, portanto, mais formativo do que informativo. Esperamos que você se sinta inspirado com as experiências de ensinagem deste número.

  • Experiências em Ensino de Ciências
    v. 16 n. 1 (2021)

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    É com muita satisfação que apresentamos esse novo número na plataforma OJS (Open Journal System). A EENCI tem se consolidado como um dos principais periódicos nacionais de publicações de experiências em ensino de ciências, refletindo portanto a realidade da educação científica nas escolas. Esse trabalho é fruto de uma parceria virtuosa entre a academia e os professores da Educação Básica. Nessa nova plataforma, temos a honra de abrir este número com o artigo do Prof. Marco Antonio Moreira, que nos leva a refletir sobre a relevância do conhecimento científico para a cidadania. Aproveitem!

  • REVISTA EXPERIÊNCIA EM ENSINO DE CIÊNCIAS
    v. 15 n. 3 (2020)

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    A transformação é possível, se quisermos, mas se efetiva através do trabalho. 2020 se encerra como um dos anos mais inusitados e difíceis para esta geração de professores, mas a capacidade de adaptação e comprometimento com o ensino das Ciências Naturais se revela fortemente. Este número da EENCI é muito rico pois reflete o trabalho que está sendo desenvolvido pelo país afora que está transformando aos poucos a educação científica brasileira. É um número inspirador pela diversidade de temas. Não devemos nos intimidar diante das dificuldades, mas buscar um distanciamento para olhar por um outro ângulo, observar o que está acontecendo para conseguir uma solução melhor. Com a leitura dos artigos deste número, temos essa perspectiva.

  • REVISTA EXPERIÊNCIAS EM ENSINO DE CIÊNCIAS
    v. 15 n. 02 (2020)

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    Em um cenário de aceleração do desenvolvimento científico – o que leva a uma enorme defasagem entre o que é ensinado nas escolas e as fronteiras do conhecimento – e da negação do próprio valor da Ciência, a diversidade de estratégias e métodos de ensino se reveste de uma dimensão extra. A realização e divulgação de experiências aplicadas no ensino de Ciências é fundamental para manter o compromisso de estender o conhecimento  a alunos de todas as camadas sociais, desde aqueles que tem a oportunidade de acessar escolas nas zonas urbanas com recursos tecnológicos disponíveis, até as quase esquecidas escolas rurais.

     

    Capa: Escola em Bom Jesus da Lapa

    https://www.canalrural.com.br/agronegocio/pesquisa-boa-parte-escolas-rurais-nao-tem-computadores-internet/

  • REVISTA EXPERIÊNCIAS EM ENSINO DE CIÊNCIAS
    v. 15 n. 1 (2020)

    Abril de 2020

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    Em tempos de fragilização da proteção ambiental, o meio científico  manifesta  uma preocupação crescente com o tema, o que se torna evidente,  pelo número de publicações científicas direcionadas ao meio- ambiente, incluindo aquelas que têm como escopo o Ensino de Ciências. Este, por sua vez, nos últimos anos, apresenta a tendência por uma busca contínua pela concepção e aperfeiçoamento das metodologias de ensino, fundamentadas em bases teóricas sólidas, cada vez mais ativas e lúdicas, desde a formação de professores até o ensino de ciências para crianças, sem perder o foco no conteúdo.

    Figura adaptada de:

    https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/23/ciencia/1558629279_769979.html  - acesso: 21/04/2020

  • REVISTA EXPERIÊNCIAS EM ENSINO DE CIÊNCIAS
    v. 14 n. 3 (2019)

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    O esforço da inclusão de sujeitos surdos no ensino de ciências é revestido de desafios adicionais, quando comparado com o de outras áreas de conhecimento. Em Ciências, boa parte de conceitos específicos (tais como entropia e potencial químico) não conta com um sistema de sinais já estabelecido. Com relação a sujeitos cegos, há dificuldades adicionais com relação a conceitos que exigem um certo grau de representação espacial, como o conceito de fractalidade. O Ensino de Ciências ainda está muito distante da plena inclusão – estendendo esse argumento também para as questões de gênero e etnia – e, consequentemente, muito distante ainda do sonho de Paulo Freire de um ensino mais efetivo às próprias necessidades dos seres humanos.

  • EENCI: Experiências em Ensino de Ciências
    v. 14 n. 2 (2019)

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    Dificuldades na formação de professores comumente são apontadas como fatores comprometedores da educação de qualidade. Concomitantemente, reflexões sobre tal problemática não são feitas sempre desprovidas de preconcepções pouco fundamentadas. Parcialmente, essas preconcepções podem ser alimentadas pela dificuldade na avaliação da educação por falta de parâmetros e critérios coerentes. Afinal, o que seria a boa educação? Neste número, a EENCI traz alguma reflexão sobre nossas limitações com relação a essa problemática. Por um lado, há que se pensar se jovens universitários provenientes de classes sociais mais favorecidas realmente adquirem uma formação mais sólida que frequentadores de cursos noturnos. Por outro lado, a fragilidade da formação na área de ciências de professores das séries iniciais é algo a se pensar diante do desafio da construção de um país socialmente mais justo.Dificuldades na formação de professores comumente são apontadas como fatores comprometedores da educação de qualidade. Concomitantemente, reflexões sobre tal problemática não são feitas sempre desprovidas de preconcepções pouco fundamentadas. Parcialmente, essas preconcepções podem ser alimentadas pela dificuldade na avaliação da educação por falta de parâmetros e critérios coerentes. Afinal, o que seria a boa educação? Neste número, a EENCI traz alguma reflexão sobre nossas limitações com relação a essa problemática. Por um lado, há que se pensar se jovens universitários provenientes de classes sociais mais favorecidas realmente adquirem uma formação mais sólida que frequentadores de cursos noturnos. Por outro lado, a fragilidade da formação na área de ciências de professores das séries iniciais é algo a se pensar diante do desafio da construção de um país socialmente mais justo.

     

  • Experiências em Ensino de Ciências (EENCI)
    v. 14 n. 1 (2019)

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    A leitura, interpretação e a expressão textual são elementos fundamentais no processo de ensino-aprendizagem. Com a área de Ciências esse fato não é diferente. Habilidades cognitivas como a resolução de problemas estão acopladas com a arte de ler e escrever bem. Contudo, não somente a competência em lidar com textos literais, mas também com a expressão através de imagens. Alguns trabalhos presentes nesse número procuram explorar a interface entre essas habilidades e o Ensino de Ciências. Outro ponto a se destacar deste número da EENCI é a diversidade de recursos metodológicos para o ensino básico. Diversas iniciativas de professores e pesquisadores da área têm oferecido experiências cada vez mais ricas para o ensino contextualizado de ciências, que podem contribuir para a melhoria da delicada situação da educação do país. Inspiremo-nos!

  • Experiências em Ensino de Ciências (EENCI)
    v. 13 n. 5 (2018)

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    Há pelo menos 20 anos temos incentivado a abordagem de temas contemporâneos na Educação Básica. Neste número temos a grata satisfação de publicar artigos de experiências exitosas na perspectiva da contemporaneidade científica. A capa desta edição retrata a concepção artística de uma máquina molecular – é o Século XXI chegando à sala de aula. Destacamos também o importante trabalho de desenvolvimento de produtos educacionais concebidos na Universidade Estadual de Ponta Grossa, no âmbito do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física - https://ppgef.sites.uepg.br/prodacademica.html

  • Experiências em Ensino de Ciências (EENCI)
    v. 13 n. 4 (2018)

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    Os artigos presentes neste número da EENCI reportam uma série de técnicas e métodos de ensino factíveis para diversos ambientes de aprendizagem. Refletem importantes preocupações de profissionais da Área de Ensino com algumas temáticas. Destacam-se, neste número, o ensino no contexto da EJA e as metodologias ativas. Este último tema tem recebido atenção crescente por parte dos pesquisadores da área. As potencialidades e limitações dos métodos ativos têm sido tema recorrente, nos últimos anos, de diversas publicações, embora já tenham sido oficializados enquanto método quase exclusivo em alguns cursos do Ensino Superior, como no caso do PBL em cursos de Medicina. Em foco, metodologias ativas de ensino.

  • Revista Experiência em Ensino de Ciências
    v. 13 n. 3 (2018)

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    Um dos artigos deste número da EENCI se refere à utilização do Google Earth no ensino. Coincidentemente foi anunciado, há dias atrás, que a apresentação da Terra nessa plataforma eletrônica foi mudada para a aparência esférica, abandonando projeções planas. Isso acontece concomitantemente com o crescimento do número de sites e pessoas que abraçam a crença na Terra Plana. O movimento terraplanista vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, especialmente no Brasil, onde, em vídeos no YouTube e outros canais, pessoas pregam tal crença chegando ao extremo de discursos irados e intolerantes. Ainda assim, as crianças precisam saber que a Terra é esférica! Eppur si sferica!

  • REVISTA EXPERIÊNCIAS EM ENSINO DE CIÊNCIAS
    v. 13 n. 2 (2018)

    É sabido que o desenvolvimento socioeconômico de uma nação passa necessariamente pela Educação e pela Ciência, daí a importância do Ensino de Ciências no nível fundamental. Adicionalmente, é notória a baixa qualidade do ensino dessa área de conhecimento nesse nível de ensino, principalmente nos anos iniciais do Ensino Básico. É por esse motivo que a EENCI tem procurado manter números especialmente dedicados ao Ensino Fundamental, trazendo novas iniciativas e métodos para se abordar de forma simples e profunda as questões da Biologia, Matemática, Física e Química para as crianças, abordando temas complexos, como a funcionalidade vegetal, e métodos atrativos, como os desenhos animados.

  • REVISTA EXPERIÊNCIAS EM ENSINO DE CIÊNCIAS
    v. 13 n. 1 (2018)

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    A busca por transcender o ensino tradicional assume múltiplas formas. Dentro do objetivo de que os alunos aprendam mais e melhor, vale a pena explorar novos métodos e instrumentos, bem como temas geradores. Esta edição traz algumas iniciativas nesse sentido, com experiências de ensino pouco tradicionais, como o ensino de Botânica através da narrativa indígena a respeito da origem do pequi e a utilização de folhetos de cordel para o ensino de Física. Nesse âmbito, destacam-se os métodos que procuram estabelecer relações mais inclusivas para o Ensino de Ciências, como o estabelecimento de novos sinais – já que a inclusão de conceitos científicos é ainda insipiente em Libras. Esta edição é especialmente dedicada aos professores do Ensino Médio, visando a oferecer-lhes novas ideias acerca de métodos de ensino.

  • REVISTA EXPERIÊNCIAS EM ENSINO DE CIÊNCIAS
    v. 12 n. 8 (2017)

    Dezembro de 2017

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    O processo de inclusão de deficientes auditivos e visuais no ambiente escolar exige uma reformulação nos métodos de ensino normalmente utilizados, o que requer a busca por novos teóricos que elucidem estratégias adequadas a esse desafio. É nesse âmbito que se insere a obra do neurocientista chileno Francisco Varela com o conceito de Enação. Tal conceito joga novas luzes sobre os processos utilizados por qualquer ser humano para aprender, no contexto de um mundo em que, a cada dia que passa, há novas coisas a ensinar, como as mudanças climáticas globais e a ciência forense.

  • REVISTA EXPERIÊNCIAS EM ENSINO DE CIÊNCIAS
    v. 12 n. 7 (2017)

    Dezembro de 2017

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    Em busca de novas formas de ensinar Ciências no Nível Fundamental, diversos pesquisadores e professores da área têm lidado com novos instrumentos e tecnologias que ao mesmo tempo estejam mais próximos do dia-a-dia dos aprendizes e “falem a mesma língua” de crianças e jovens. Possivelmente o Facebook ou os celulares – em lugar de serem tidos como “vilões” da aprendizagem – podem se tornar verdadeiros aliados. O desafio é grande, mas, talvez, utilizando novas tecnologias, seja possível a aprendizagem de temas interessantes como astronomia e as imperfeições do corpo humanos ocorridas ao longo da evolução nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

  • REVISTA EXPERIÊNCIAS EM ENSINO DE CIÊNCIAS
    v. 12 n. 6 (2017)

    Agosto de 2017

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    É conhecido que o Ensino de Ciências escolar se encontra bastante defasado com relação ao atual desenvolvimento científico acadêmico. Já faz mais de 50 anos que a estrutura em hélice do DNA foi descoberta e a ciência deu um salto em frente no campo da Bioquímica, provocando uma profunda modificação paradigmática no âmbito acadêmico, desde a forma como classificamos as espécies vivas, até como modelamos os processos bioquímicos que regem a dinâmica da vida. Enquanto isso, diversas escolas no mundo adotam uma postura criacionista, proibindo, inclusive, em alguns casos, o ensino da Teoria da Evolução das Espécies. Embora a ciência não deva impor a opção religiosa, é um direito de crianças e jovens saberem qual é a visão da ciência acerca da vida.

  • REVISTA EXPERIÊNCIAS EM ENSINO DE CIÊNCIAS
    v. 12 n. 5 (2017)

    Agosto de 2017

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    É bastante claro a todos os profissionais da área de ciências da natureza que o ritmo de desenvolvimento científico tem se intensificado nas 10 últimas décadas. Estamos no Século XXI e os aparatos tecnológicos, bem como formas de pensar e costumes sociais, que foram previstos por histórias em quadrinhos ou séries de TV agora se tornam realidade. A despeito disso, o conteúdo de ciências que se ensina no nível médio mal passa de meados do Séc. XIX. O lidar com os novos temas e conceitos da Biologia, Física e Química do Séc. XXI requer novas técnicas de ensinar e uma formação profissional completamente reformulada. Tal é o foco dos artigos desse número da EENCI.

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