PEDAGOGIAS CRÍTICAS E A INTERSECCIONALIDADE NA FORMAÇÃO DOCENTE EM CIÊNCIAS/QUÍMICA
Critical pedagogies and intersectionality in science/chemistry teacher training
Resumo
No Brasil, a luta das mulheres por seus direitos, como o voto, liberdade, autonomia, participação no mercado de trabalho, vida pública e Educação, tem sido árdua e constante. As mulheres negras ocupam uma posição singular na sociedade, marcada por múltiplas formas de opressão: de gênero, raça e classe. Motivadas pelo desejo de combater a disparidade que afeta as mulheres em todo o planeta, as ativistas negras pelos direitos humanos conquistaram avanços consideráveis nas últimas décadas, garantindo maior destaque para o tema do abuso dos direitos das mulheres e de gênero. Com elementos de uma pesquisa participante, utilizando a Análise de Conteúdo (AC), nosso objetivo, neste trabalho, foi investigar e descrever o processo de formação de professores/as em Ciências, concentrando-se na elaboração de uma aula concebida pelos participantes da disciplina como parte da avaliação do curso em torno da interseccionalidade e da educação antirracista. Nossos resultados mostram que utilizar as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) com professores/as de Ciências pode ser um caminho para diversificar as estratégias pedagógicas nas práticas educacionais. Além disso, os resultados permearam sobre as sobreposições de discriminações que moldam as experiências das mulheres negras, sendo necessário reconhecer a diversidade e as múltiplas dimensões das identidades femininas. Por fim, as analogias entre interseccionalidade e suas áreas de formação, resultando em palavras que expressam a complexidade do conceito, instigaram os/as alunos/as a fazerem reflexões sobre as múltiplas dimensões presentes no debate sobre a temática.
Os autores mantém os direitos autorais da contribuição, mas conferem o direito da revista Experiências em Ensino de Ciências do direito da publicação.