PEDAGOGIAS CRÍTICAS E A INTERSECCIONALIDADE NA FORMAÇÃO DOCENTE EM CIÊNCIAS/QUÍMICA

Critical pedagogies and intersectionality in science/chemistry teacher training

Palavras-chave: Intersecções, Opressões de gênero e raça, Processo formativo, Formação docente

Resumo

No Brasil, a luta das mulheres por seus direitos, como o voto, liberdade, autonomia, participação no mercado de trabalho, vida pública e Educação, tem sido árdua e constante. As mulheres negras ocupam uma posição singular na sociedade, marcada por múltiplas formas de opressão: de gênero, raça e classe. Motivadas pelo desejo de combater a disparidade que afeta as mulheres em todo o planeta, as ativistas negras pelos direitos humanos conquistaram avanços consideráveis nas últimas décadas, garantindo maior destaque para o tema do abuso dos direitos das mulheres e de gênero. Com elementos de uma pesquisa participante, utilizando a Análise de Conteúdo (AC), nosso objetivo, neste trabalho, foi investigar e descrever o processo de formação de professores/as em Ciências, concentrando-se na elaboração de uma aula concebida pelos participantes da disciplina como parte da avaliação do curso em torno da interseccionalidade e da educação antirracista. Nossos resultados mostram que utilizar as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) com professores/as de Ciências pode ser um caminho para diversificar as estratégias pedagógicas nas práticas educacionais. Além disso, os resultados permearam sobre as sobreposições de discriminações que moldam as experiências das mulheres negras, sendo necessário reconhecer a diversidade e as múltiplas dimensões das identidades femininas. Por fim, as analogias entre interseccionalidade e suas áreas de formação, resultando em palavras que expressam a complexidade do conceito, instigaram os/as alunos/as a fazerem reflexões sobre as múltiplas dimensões presentes no debate sobre a temática.

Biografia do Autor

Gustavo Augusto Assis Faustino, Universidade Federal de Goiás - UFG

Licenciado em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Especialista em Ciências da Natureza, suas Tecnologias e o Mundo do Trabalho pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Especialista em Ensino de Química e suas Tecnologias pela UFPI. Mestre e Doutorando em Educação em Ciências e Matemática pela UFG. Integrante do Coletivo Negro/a Tia Ciata - Grupo de Estudos sobre o Currículo em Ciência e Tecnologia Negrorreferenciado no Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI) do Instituto de Química (IQ) na UFG.

Camilla Ferreira Alves, Universidade Federal de Goiás - UFG

Discente do curso de Ecologia e Análise Ambiental da Universidade Federal de Goiás - UFG e bolsista no Programa de Bolsas de Iniciação Científica - Ações Afirmativas (PIBIC/AF- UFG) desde 2021. Integrante do Coletivo Negro/a Tia Ciata - Grupo de Estudos sobre o Currículo em Ciência e Tecnologia Negrorreferenciado no Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI) do Instituto de Química (IQ) na UFG.

Keythy Ravena Batista Nascimento, Universidade Federal de Goiás - UFG

Licenciada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Licencianda em Pedagogia pela UFG. Mestranda em Educação em Ciências e Matemática pela UFG. Integrante do Coletivo Negro/a Tia Ciata - Grupo de Estudos sobre o Currículo em Ciência e Tecnologia Negrorreferenciado no Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI) do Instituto de Química (IQ) na UFG.

Itallo Junior Chaves dos Santos, Universidade Federal de Goiás - UFG

Licenciando em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Integrante do Coletivo Negro/a Tia Ciata - Grupo de Estudos sobre o Currículo em Ciência e Tecnologia Negrorreferenciado no Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI) do Instituto de Química (IQ) na UFG.

Regina Nobre Vargas, Universidade Federal de Goiás - UFG

Licenciada, Mestra, Doutora e Pós-doutoranda em Química pela Universidade Federal de Goiás - UFG. Integrante do Coletivo Negro/a Tia Ciata - Grupo de Estudos sobre o Currículo em Ciência e Tecnologia Negrorreferenciado no Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI) do Instituto de Química (IQ) na UFG.

Marysson Jonas Rodrigues Camargo, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) - Campus Uruaçu

Licenciado, Mestre e Doutor em Química pela Universidade Federal de Goiás - UFG. Professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG Campus Uruaçu. Integrante do Coletivo Negro/a Tia Ciata - Grupo de Estudos sobre o Currículo em Ciência e Tecnologia Negrorreferenciado no Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI) do Instituto de Química (IQ) na UFG.

Anna M. Canavarro Benite, LPEQI- UFG

Licenciada, Mestra e Doutora em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Professora Titular do Instituto de Química - IQ da Universidade Federal de Goiás - UFG. Atuou como Membro Convidada do CA-ED/CNPq. Diretora da Área Científica de Ciências e Tecnologias da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as - ABPN. Coordenadora do Coletivo Negro/a Tia Ciata - Grupo de Estudos sobre o Currículo em Ciência e Tecnologia Negrorreferenciado no Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI) do Instituto de Química (IQ) na UFG. Militante do Grupo de Mulheres Negras Dandaras no Cerrado. Consultora ad hoc do CNPq e CAPES, FAPEG e Parecerista Ad hoc de Revistas Científicas. Diretora da Associação de Investigadores/as Afrolatinoamericanos/as e do Caribe - AINALC. Integra o Conselho Deliberativo da Transparência Internacional Brasil; o Conselho Latino-americano de Ciências Sociais e o STEM Education HUB). É membro da SBQ; SBPC; ABRAPEC, ABQ, da qual foi Diretora de Educação (2021-2023) e ABPN, da qual foi Presidenta (2016-2018), Secretária Executiva (2018-2020) e Editora Chefe da Revista da ABPN (2020-2022). Representante do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Estado de Goiás (2016-2017). Conselheira Nacional de Promoção da Igualdade Racial - CNPIR (2016/2018, 2023/2025). Coordenadora da Rede Goiana Interdisciplinar de Pesquisas em Educação Inclusiva- RPEI. Jurada da 64 edição do Prêmio Jabuti. Finalista do prêmio Luz na Educação - LED 2024. Atua na área de Ensino de Química com foco em currículos de ciências e suas tecnologias negrorreferenciados, ensino de ciências de matriz africana e da diáspora, interculturalidade, mulheres negras nas CT e políticas de ações afirmativas.

Publicado
2025-08-31